Rússia

Comunistas alertam<br>para manobras reaccionárias

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O Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) adverte para as manobras em torno da contestação popular à alegada fraude eleitoral cometida por elementos ligados ao Rússia Unida, partido de Vladimir Putin e Dmitri Medvedev, nas recentes legislativas realizadas no país.

Em conferência de imprensa após reunião do Secretariado do Comité Central, dia 26 de Dezembro, o presidente do PCFR, Guenadi Ziuganov, frisou que os comunistas têm de manter-se influentes no processo de contestação face às tentativas da sua transformação em revoluções coloridas, tal como ocorreu na Geórgia e Ucrânia.

A 18 de Dezembro, mas também nas acções de massas levadas a cabo nos dias 24 e 25, o PCFR e os seus militantes lideraram os protestos numa vintena de capitais regionais, excepção feita às iniciativas em Moscovo e São Petesburgo, onde os «laranjas» e semelhantes impuseram a agenda, explicou, abafando as palavras de ordem de quem estava na praça.

Os «laranjas», disse ainda Ziuganov, são «ladrões» que pretendem substituir outros «ladrões».

A cobertura dos acontecimentos por parte da comunicação social e as repentinas mudanças de posição de figuras gradas dos círculos burgueses, antes férreos apoiantes de Putin, merecem igualmente ser acompanhadas com atenção, já que «estas oscilações e manifestações de mudanças de campo significam que entre a classe dirigente está em curso uma evidente divisão. Podemos afirmar que a chamada elite está dividindo-se cada vez mais entre a burguesia nacional e a ocidentalista-liberal. E que tal divisão certamente continuará a ampliar-se», observou Ziuganov antes de instar os militantes comunistas a prosseguirem o reforço do trabalho de massas e de organização dos colectivos unitários.



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